
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Enfrentando Obstáculos

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Pais Maus
Quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado e dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queremos pagar”.
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. Mais do que tudo: Eu os amei o suficiente para dizer-lhes“não”, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso, e alguns momentos até me odiaram. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estamos contentes, vencemos! Porque no final vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães; quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus, meus filhos vão lhes dizer: “Sim, nossos pais eram maus. Eram os pais mais malvados do mundo.”
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer pão, frutas e vitaminas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne e legumes. E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Eles insistiam em saber onde estávamos à toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Papai insistia para que lhe disséssemos com quem iríamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, maseles “violavam as leis do trabalho infantil”. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruel. Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Eles insistiam sempre conosco para que disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde. O papai, aquele chato, levantava para saber se a festa foi boa só para ver como estávamos ao voltar.
Por causa de nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo de tudo para sermos “PAIS MAUS”, como os nossos foram.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Eu voltaria ao passado, se conseguisse o tempo controlar
Sempre deixamos pro futuro aquilo que é preciso renunciar
Eu nunca imaginei que um dia fosse ver decepções em seu olhar
Como acreditar no amor
Como viver sem ter rancor, se o coração está ferido
Como aprender a confiar
Como enxugar as lágrimas, se a dor no peito é tão imensa!
A resposta está somente na oração.
Parece não existir saída...
Será que um grande amor chega ao fim?
Sem se abrir ninguém perdoa, e não há como encontrar a solução
As provações transformam vidas
Acedem emoções no olhar
Como dizer adeus?
Se o adeus só vai trazer mais problemas
Ou desistir sem mesmo tentar?
E como fugir se ainda te amo?
Me perdoa, se eu errei vamos recomeçar
Como acreditar no amor
Como viver sem ter rancor
Se o coração está ferido
Como aprender a confiar
Como enxugar as lágrimas
Se a dor no peito é tão imensa!
A resposta está somente na oração.
Társis Iraídes
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Deficiências

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre."
sábado, 12 de dezembro de 2009
Mudança

sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Eu aprendi...
Eu aprendi que não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência para que a vida faça o resto; que não importa o quanto certas coisas são importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e jamais conseguirei convencê-las. Que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Eu aprendi que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da minha vida; eu aprendi que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência; que eu preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou de ser controlada por eles. Eu aprendi que perdoar exige muita prática; condenar é mais fácil ! Eu aprendi que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar a minha vida. Que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso. Eu aprendi que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas minhas escolhas que eu fiz quando adulto. Eu aprendi que minha existência pode mudar para sempre em poucas horas, por causa de gente que nunca vi antes; Eu aprendi que a palavra amor perde o sentido quando usada sem critério; que certas pessoas vão embora de qualquer maneira, quer você queira ou não; que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir pessoas, e saber lutar pelas coisas que acredita. Eu aprendi que sou mais forte que imaginava, e que posso ir mais longe depois de pensar que não podia mais; e que realmente a vida tem valor e eu tenho valor diante da vida !
domingo, 22 de novembro de 2009
Os que confiam no Senhor

"Os que confiam no Senhor são como os montes de Sião, que não se abalam, mas permanecem para SEMPRE!" (Salmos 125:1)
As lutas da vida, muitas vezes, parecem maiores do que nossas forças. Quantas vezes sentimos uma latente vontade de desistir! Nos sentimos fracos, incapazes de resistir a tantos problemas. Então buscamos uma força dentro de nós. Não a encontramos. Aquele conselho de "confiar em si mesmo", ou de "confiar no poder que está na sua mente", é um conselho extremamente pobre. Dizer a uma pessoa: "confie em si mesmo"! É dizer a ela: "se vire"! Se existisse um caminho assim, tão curto e fácil, o mundo seria outro!
Pensamentos que nos fazem sentir piores sempre vão existir. "Não adianta fazer nada", "desiste", "é melhor se entregar de vez”. Mais do que pensamentos destrutivos, são vozes de quem quer nos ver no fundo do poço. Nós oferece o esquecimento da preocupação, alegria, prazer. Seja na forma de pessoas, coisas, sensações. De fato consegue fazer com que esqueçam os problemas. Fornece prazeres, alegria. E depois? O que sobra? O problema continua lá, o prazer passou, aquela alegria já não existe mais. E assim vamos levando a vida... Queremos a felicidade, mas ao invés de buscá-la, pensamos que não a merecemos.
Dramático? Pode até ser. Mas isso acontece mais do que imaginamos.
Mas esse não é o fim. O britânico Samuel Smiles uma vez disse com sabedoria: “uma sólida vontade habilita o homem a fazer ou ser aquilo que ele se propuser a fazer”. SÓLIDA VONTADE. Só isso? Não. Este é primeiro e FUNDAMENTAL passo. O resto não depende de nós. A parte do cristão é perseverar em vencer cada falta. Nós não temos a sabedoria nem a força para vencer; isso pertence a Cristo, e Ele oferece a todos os que em humildade e contrição buscarem dEle auxílio.
Vontade, oração, e força divina!
A grande verdade é que não dá pra viver sem Jesus. E quem confia nEle, jamais se abalará!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Sotaque Brasileiro

Esse é um tema bastante interessante. Muitas pessoas pensam que para falar bem um segundo idioma é necessário falar sem sotaque (accent). Acredito que isso é um engano, é possível falar muito bem o inglês mesmo com um sotaque carregado. Sempre assisto entrevistas de Alemães e eles falam com um sotaque fortíssimo, porém de forma correta.
Luciano Burti – comentarista de Fórmula 1 – resumiu muito bem a questão do sotaque em uma entrevista para o EE, ele disse “não se preocupe em errar no começo ou de ter sotaque de brasileiro porque, aliás, você é brasileiro!”. Concordo com ele, o sotaque apenas mostra a sua origem, ninguém vai zombar de você por conta do sotaque. O importante é a comunicação.
Em outro ponto da entrevista Burti ainda diz “faço uma recomendação, não se preocupe com o sotaque, ele virá naturalmente. Conheci algumas pessoas que se preocupavam mais com o sotaque do que com a língua em si e por isso demoravam a falar com fluência”. Essa recomendação, vinda de um sujeito que consegue entender a comunicação entre pilotos e equipes, deve ser levada a sério.
sábado, 19 de setembro de 2009
Linguística Aplicada

Para começar, é importante apresentar uma breve definição de Lingüística Aplicada: é uma área que se ocupa da pesquisa sobre questões de linguagem situadas na prática social com procedimentos específicos determinados pela natureza aplicada da pesquisa que tipicamente a serve.
Existem muitas discussões sobre a questão da autonomia da LA. Muitos linguistas a consideram como um ramo da Linguistica geral. Porém, a Lingüística Aplicada é área autônoma da Linguagem, pois possui metodologia própria, baseia suas descobertas em métodos rígidos de observação, estuda fenômenos do seu objeto de investigação e é constituída de subáreas como Tradução, Ensino-Aprendizagem de Línguas, Relações Sociais Mediadas pela Linguagem e Usos da Lexicografia e Terminologia.
Os três interesses temáticos das subáreas da LA: dedicar-se às manifestações da linguagem no uso social cotidiano, relacionar os interesses científicos das subáreas às generalizações que precisam ser feitas para promover o entendimento do público e, por último, encontrar soluções para os problemas do mundo real. Ou seja, a LA serve para aplicar princípios, métodos e resultados de pesquisas teóricas para resoluções de problemas que dizem respeito à educação e cultura social. Mas antes de ser aplicado um método ou uma prática de ensino é necessário ter conhecimento das “condições culturais das populações a serem servidas para facilitar a absorção do que se lhes será oferecido alternativamente”.
Por mais que se permita conhecer a aplicação como um dos modos de realizar a LA, essa área nunca poderia se restringir a esse método. Isso devido ao fato de que a aplicação não é sempre suficiente para abordar situações complexas como tradução, ensino e aprendizagem de línguas, e outras mais. Quando não são encontradas teorias já existentes na LA que sustentem alguma prática complexa, buscam-se fundamentos teóricos que uma ciência de contato já possui.
Almeida Filho traz a Linguagem como sendo um ramo das Ciências Sociais. Então se subdivide em três partes: Linguística, Literaturas e Linguística Aplicadas. Essas três áreas se encontram no mesmo nível, o que deixa bem claro que a LA é uma ramificação da Ciência da Linguagem, e não da Linguística Geral. A LA também possui subáreas – anteriormente citadas aqui – como a Tradução, Ensino de Línguas, Relações Sociais, Lexicografia e Terminologia Aplicadas. Esse esquema foi desenvolvido em favor de uma reformulação das áreas da Linguagem e significa uma nova repartição dos Institutos ou Faculdades de Letras, que seriam renomeados para “Instituto da Linguagem”. Assim designados, esses institutos teriam uma formação completa no campo da Linguagem com embasamento nas suas três amplas disciplinas – Literatura, Linguística Geral e Linguística Aplicadas – organizadas distintamente em três departamentos.
Para concluir, esse artigo apresentou a Linguística Aplicada como uma ciência autônoma por possuir um objeto de estudo, metodologia própria, e por desenvolver seus modelos teóricos, trabalhando para melhorar a formação de professores de línguas, tradutores e demais profissionais das relações sociais mediadas pela Linguagem. A LA tem como grande função é resolver problemas educacionais e sócio-culturais.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
A INTERPRETAÇÃO DE CONFERÊNCIAS
Como a terminologia utilizada na Interpretação não é de amplo domínio dentre aqueles que não se dedicam a essa atividade, aqui está uma breve explicação dos termos comumente utilizados.
A modalidade consecutiva é aquela em que o intérprete escuta um longo trecho de discurso, toma notas e, após a conclusão de um trecho significativo ou do discurso inteiro, assume a palavra e repete todo o discurso na língua-alvo, normalmente a sua língua materna.
A modalidade intermitente (ou “sentence-by-sentence”) não é comumente estudada por pesquisadores da área, nem é utilizada por profissionais em eventos de caráter internacional. É vista mais freqüentemente em reuniões nas quais se pede a uma pessoa que fala as duas línguas, via de regra sem qualquer treino em interpretação, para que se coloque ao lado de um palestrante estrangeiro e traduza o que ele está dizendo. O palestrante fala uma ou duas frases curtas e faz uma pausa para que as suas sentenças sejam traduzidas para o idioma da platéia.
(texto retirado do artigo criado por Reynaldo Pagura: A INTERPRETAÇÃO DE CONFERÊNCIAS: INTERFACES COM A TRADUÇÃO ESCRITA E IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DE INTÉRPRETES E TRADUTORES)
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Ocaso - Por Carolina Nogueira
A menina entra em casa ainda saltitando e dando piruetas. O sorriso de quem brincou a tarde inteira de um dia de sol não queria mais sair do seu rosto. A mãe já a apronta para ir dormir e quando a menina se dá conta, já está de pijamas e tomando um leite quente. A empolgação de criança brincando ainda não foi embora. Como em um susto ela vê que acabaram-se as brincadeiras.
- Boa noite, meu coração.
- Boa Noite?- pergunta a menina espantada
- É filha, está na hora de dormir.
Ela simplesmente não se conforma com a idéia de ir dormir e deixar a amarelinha, pega-pega, boneca, casinha só para o outro dia. Uma discussão quase que filosófica surge na cabeça de uma garotinha. Nos seus cinco longos anos de vida, sabe que brincar é a melhor coisa do mundo.
- Mas eu não quero ir dormir. Quem falou que é hora de dormir?
- Quando o sol vai embora é hora de dormir, menina.
Ela olha para fora e não vê se quer um raio de sol. Chora como a criança que é.
- O sol foi embora, né, mãe?
- Foi filha. É hora de descansar. Não chore por isso.
- Mas por que ele foi embora, mãe? – soluçando, ela questiona.
Pacientemente a mãe tenta não entrar no assunto rotação e translação e tenta dar uma resposta simples.
- Bom, o sol foi embora por que é necessário. Existem crianças em outros lugares que pediram que ele fosse brincar com elas.
- Mas agora quando eu vou brincar? – ela perguntava preocupada, olhando para a janela.
- Você agora deve dormir, coração. Toda criança precisa descansar.
- Eu não quero descansar, eu quero saber onde foi o sol.
A menina nesta hora se lembrava de todas as brincadeiras, do calor do sol, e de tudo de bom que havia lá fora que o sol mostrou para ela. Era difícil pensar que ele teria ido embora sem avisar quando voltaria. A mãe preocupada com o engano da filha tenta adormecer a menina.
- A noite é importante, princesa. E você já parou para pensar que amanhã podem vir outros raios de sol? Tão fortes, quentes e gostosos como os que se foram.
A filosofia vira negociação e a garota se interessa na proposta. Aproveitando que a menina tenha parado de chorar, a mãe continua a sugestão:
- Por que você não aguarda o sol chegar amanhã. E se você dormir um pouco a noite passa muito mais rápido, querida.
Os olhinhos já não estão mais tão vermelhos, e os soluços cessaram. Com uma expressão que mistura tristeza pelo fim e esperança pelo novo dia, ela se acomoda debaixo das cobertas.
- Promete que o dia chega logo? – pede a menina apreensiva
- Prometo. Descansa coração.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Sábio
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Fuja do óbvio
domingo, 2 de agosto de 2009
Unidades de Tradução

Há uma questão que é muito discutida e gera muitas opiniões distintas: a dicotomia fidelidade versus liberdade.
Todos nós sabemos intuitivamente que a tradução de um texto se faz por partes. Muitas vezes nos deparamos com itens lexicais desconhecidos, estruturas sintáticas incompreensíveis e/ou ambiguidades semânticas de difícil solução. Os Estudos de Tradução chamam essas “partes” de Unidades de Tradução (UT). As delimitações das UTs dependem de cada um de nós e de nossa bagagem cognitiva.
Vinay e Darbelnet definiram com muita perspicácia a UT como “o menor segmento de um enunciado cuja coesão de sinais seja tal que esses não possam ser traduzidos separadamente”. Há uma maior preferência dos tradutores por situar a UT nos níveis da frase e da oração.
Mas muitos estudiosos defendem a ideia de que o texto seria uma única unidade de tradução, pois deve ser visto como um todo, e não em partes. Aí entra a questão da fidelidade e liberdade. A tradução livre favorece a oração ao passo que a tradução literal defende a hegemonia da palavra. Podemos então dizer que quanto menor for a UT, mais literal será o resultado.
A demarcação das UTs é o ponto de partida para uma boa tradução. Cada um de nós faz traduções diferenciadas exatamente porque partimos de UTs diferentes. Podemos acrescentar ou reduzir itens para processá-las de modo mais adequado. O que realmente importa é nossa atenção consciente em torno do foco do nosso trabalho.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
Muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa

Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.
Lembre-se de dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame...
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
terça-feira, 7 de julho de 2009
1 ano e 1 mes =D
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Silêncio
Silêncios promovem contatos amorosos ou erguem barreiras como lanças espetadas. O silêncio pode ser bom de curtir gente, arte ou natureza, ou de fazer descobertas transformadoras em nós mesmos; mas pode ser o silêncio do suicida que queria dizer: venha me socorrer... mas não havia ninguém.
Conheço o silêncio positivo dos casais que não precisam de muitas palavras, porque se entendem pelo olhar, e são felizes simplesmente estando lado a lado. Escutei o silêncio mau das famílias onde não se respeita o outro, dos casais ligados apenas pelo acomodamento; o silêncio humilhante dos locais de trabalho onde a competitividade é cruel.
E os conceitos, coração das palavras, vão-se transformando nesse campo de batalha: o dito, o não-dito, o jamais comunicado.
Lançar uma palavra aos quatro ventos, como se entendêssemos do que se trata, não quer dizer que a gente viva segundo ela.
Temos dificuldade em lidar com o silêncio: ele ressoa mal no vazio do nosso interior. Embora seja difícil de curtir (ah, a música ao vivo, a praia com alto-falantes, a ginástica dirigida, os brinquedos comandados, a diversão atordoante em casa, no clube, no mar...), é nele que nos humanizamos - pela palavra certa, a palavra boa, a palavra respeitosa mas firme.
O medo de errar muitas vezes nos leva ao erro, e o desejo excessivo de acertar nos rouba a naturalidade: calamos quando seria melhor falar, falamos quando teria sido melhor dizer alguma coisa, qualquer coisa.
Mas nem sempre sabemos a hora, a palavra, a pessoa certa.
Assim como solidão não precisa significar isolamento, silêncio não precisa ser um corte: pode ser nossa melhor maneira de falar, naquele momento, com aquele interlocutor. Aí ele não compreende, e, mais uma vez, somos incomunicáveis.
Calar pode ser um bom exercício para nossa mente aflita de tantas informações, paralisada entre tantas escolhas, dilacerada em transformações vertiginosas como as deste tempo nosso.
Pensar sobre nós e nossa vida é um exercício: o que eu realmente desejaria ser, e o que posso fazer? Como chegar perto de mim, eu mesmo, esse que está sempre por ser descoberto?
Pode ser um bom começo ouvir a chuva no telhado, a pessoa amada vindo pelo corredor, e a consciência que fala ao nosso coração - quando ele está atento.
Em outras palavras, Lya Luft
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Você Já Fez Alguém Sentir-se Importante Hoje??

Uma das maiores motivações humanas é saber-se importante.
Não me refiro àquela “importância” dos abastados e poderosos. Essa é fútil, porque se impõe pela riqueza ou pelo poder – e acaba quando essas coisas acabam.
Refiro-me à importância imaterial da sua utilidade, do seu valor pessoal, da qualidade da sua essência e da sua existência. Aquela que é construída pelo Ser e não pelo Ter. Essa importância é que é verdadeiramente importante, porque o Ser é perene e o Ter é passageiro.
Quer um exemplo? Lembre das pessoas que tiveram mais importância na sua vida. Você descobrirá que muitas delas foram, simples, humildes, modestas – mas tremendamente valiosas pelo que lhe ensinaram de bom, pelas marcas e mensagens positivas que deixaram em você. Tantos anos já podem ter se passado, mas a importância delas para você continua presente até hoje.
Se você ouvir: “Fulano é importante”, significa que Fulano tem poder, fama ou riquezas. Mas se você ouvir: “Fulano é importante para mim”, significa que Fulano tocou seu coração pela solidariedade, companheirismo ou afeto – embora não precise ser rico, famoso nem poderoso.
Em suma, ser importante é ser útil, é saber que ocupa com mérito e direito seu espaço na vida.
O mais maravilhoso de tudo isso, é que cada um nós pode fazer alguém sentir-se importante. Todo dia. Várias vezes ao dia. Basta reconhecermos e declararmos explicitamente seu valor e sua importância para nós.
O mundo anda cheio de pessoas carentes e ressentidas porque as outras se esquecem dessa ação singela de deixar que elas ouçam ou percebam como são ou foram importantes para nós, num determinado momento.
Lembra-se de como foi importante aquele sujeito que lhe ensinou uma direção segura, quando você estava perdido numa rua desconhecida? Ou aquele que, sem conhecê-lo, emprestou-lhe um dinheiro – ainda que muito pouco – o suficiente para completar a conta do supermercado, do ingresso do cinema ou da passagem do ônibus? E o que dizer daquela senhora desconhecida que o amparou e providenciou um copo d’água quando você sentiu-se mal na fila?
Nessas e em muitas outras ocasiões, a gente costuma dizer um rápido “muito obrigado”, para logo em seguida esquecer a importância e a beleza daquele ato voluntário, o qual certamente mereceria um agradecimento menos automático e muito mais caloroso, mais humano. Aquelas – e muitas outras - são pessoas que, embora tenham sido importantes, passam pela nossa vida sem maiores registros afetivos e logo são esquecidas.
No entanto, é muito mais fácil lembrar daquelas que fazem o oposto, que o desqualificam ou o ignoram, em ações opostas à arte de fazer o outro sentir-se importante. E isso acontece com freqüência porque, ironicamente, a crítica flui com muito mais facilidade da boca humana do que o elogio – e assim as pessoas vão deixando de se sentirem importantes.
Eu não tenho a menor dúvida de que cada leitor tem um monte de gente importante à sua volta - em casa ou no trabalho. A questão é: eles sabem disso? Você já lhes disse?
Se você fizer a sua parte, você também vai se tornar muito importante para alguém. E ao sentir como isso é gratificante, você certamente vai querer compartilhar esse sentimento e fazer com que outros sintam a mesma coisa. Chame a isso de “efeito dominó” ou “bola de neve”. Não importa o nome, importa a ação.
Talvez a origem fundamental desse sentimento de prazer ao nos percebermos importantes, esteja na consciência definitiva de que, em resumo, importante é aquele que cumpre com dignidade a sua Missão.


